Conheça nosso amigo Rodrigo Martins

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NA COLUNA ENTREVISTA COM AMIGOS DE HOJE CONVERSAMOS COM NOSSO AMIGO RODRIGO MARTINS

Nome: Rodrigo Martins Novo Idade: 22 anos Cidade: São Paulo, SP.

1-Como era sua vida antes da lesão, sua rotina,onde trabalhava, gostava de fazer o que para se divertir?

Minha rotina sempre foi corrida, dividia meu tempo entre trabalho, faculdade, família, namorada e amigos. Trabalhava de Analista de Marketing em uma empresa de produtos hospitalares, estava no 4º semestre de Marketing e tinha como hobbies jogar bola, videogame, sair com os amigos, ficar com a namorada e família.

2- Qual motivo que fez você ter a cadeira de rodas como seu acessório, foi um acidente ou patologia?

Há um ano e meio sofri uma tentativa de assalto no qual levei dois tiros, um deles atingiu uma vertebra da minha coluna (c7) o que ocasionou a paralisia dos membros.

3-Qual foi sua primeira reação diante desse “mundo” desconhecido?

Primeiro me perguntei o porquê disso ter acontecido comigo e o porquê de eu ter sobrevivido, pensei em como seria a minha vida dali pra frente e cheguei a me desesperar.

4- Quais foram as maiores barreiras que teve que enfrentar?

Voltar a minha rotina, enfrentar os olhares das pessoas, superar minhas privações, ficar cara a cara com o meu problema.

5-Amigos, namorada, família… As pessoas continuaram na sua vida ou com a deficiência as pessoas se afastaram?

Namorada sim, família com certeza, poucos amigos, mas conheci muita gente durante essa caminhada, amigos que com certeza levarei por toda minha vida. Dizem que só conhecemos os amigos quando passamos por alguma dificuldade e eu senti isso na pele.

5-Quais as maiores dificuldades que você tem no seu dia a dia em São Paulo?

São Paulo é muito grande e apesar de ser uma cidade muito bem estruturada quando se fala de acessibilidade deixa um pouco a desejar, existem lugares muito mal adaptados, dificuldade de locomoção, parece que as pessoas ainda não se deram conta da importância da acessibilidade.

6-Você encontra muito preconceito na sociedade?

Por incrível que pareça não, acho que as pessoas me olham mais com curiosidade por culpa da falta de informação, mas graças a Deus nunca me senti descriminado por conta da deficiência.

7-O que você diria para uma pessoa preconceituosa?

O mundo dá muitas voltas, hoje sou eu, amanhã pode ser você ou alguém que você ama!

8-Quais são os seus maiores objetivos de vida nesse momento?

Estou 100% focado em minha recuperação, faço entre 15 a 20 horas de fisioterapias semanais.

9-Gostaria de agradecer alguém ou lembrar pessoas especiais nessa sua nova história?

Minha família e namorada que tem sido a minha base, sem eles não conseguiria passar por isso, desde o dia do acidente não saíram um minuto do meu lado e a meus fisioterapeutas que tem uma participação essencial na minha recuperação, pois quando tive alta os médicos não me deram muitas esperanças, mal conseguia mexer meus braços e pescoço e graças a eles hoje faço muito mais do que previam pela gravidade da minha lesão. Kalil Zipperer que foi o principal responsável pelo inicio das minhas fisioterapias depois que sai do hospital, foi quem me fez acreditar que conseguiria. Henrique Iasbech que me acompanha hoje na Fisio Action onde consegui meus maiores feitos como conseguir dar 100 pedaladas em uma bicicleta ergométrica sem a ajuda de aparelhos e ficar em pé pela primeira vez e Carlos Eduardo Perssinotte que me acompanha no tratamento na Equoterapia Walking onde já consigo andar durante 20 minutos em cima de um cavalo me equilibrando sozinho.

Antes de acabar nosso papo vamos fazer um bate bola, jogo rápido, vamos lá!

-Sua maior virtude…

Determinação

-Família é…

Tudo

-Amigos são…

Necessários

-Seu maior medo…

Não aproveitar minha vida.

-Um arrependimento…

Dar valor a pessoas que não mereciam.

-Seu coração está…

Otimista

Sua vida é inspiradora

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