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NOME: CLÁUDIA ELAINE FARIA NONATO IDADE: 36 anos CIDADE: Marina-MG

01- A quanto tempo você é cadeirante e por qual motivo?

Eu parei de andar com dois anos de vida, usei aparelho até os sete anos de idade, depois veio  a adaptação das cadeiras de rodas. Sou portadora de uma doença chamada Amiotrofia Espinhal  tipo 2 (AME), uma doença degenerativa. Têm origem genética e caracterizam-se pela atrofia muscular secundária à degeneração de neurônios motores, afeta aproximadamente 1 em 10.000 nascimentos, com uma frequência de doentes de 1 em 50 portadores. Cresci com diagnóstico errado o que é muito comum nessa doença. Aos 34 anos resolvi eu mesmo investigar a minha patologia foi quando eu tive o diagnóstico definitivo.

02- Como erá a sua rotina antes da lesão e o que mudou?

Vivia uma vida normal, até a pouco tempo estudava e trabalhava, posso dizer que dentro das minhas limitações continuo vivendo normalmente. Não sei o que é viver com a ausência dessa minha patologia, mas por ser uma doença degenerativa a cada dia eu tenho que me adaptar com as perdas que eu venho tendo.

03- Como você encarou essa nova realidade nos primeiros meses?

A minha vida é feita de adaptações, não dá pra ser forte o tempo todo, mas a vida não nos da tempo pra ficar na posição de vítima.

04- Quais as suas maiores dificuldades com a sua condição física?

Sou dependente 100%, minha dificuldade de me adaptar com as perdas físicas diárias poderia dizer que é a minha maior dificuldade, mas não é. A minha maior dificuldade é provar pras pessoas que posso fazer e viver como eu quero, dentro das minhas limitações, infelizmente ainda vivemos em um país preconceituoso.

05- O que achou da sua experiência, no projeto Cadeirante Sexy?

Foi maravilhoso!!! Foi um desafio próprio.

06- Muitas meninas ficam de fora do concurso, por ter vergonha do próprio corpo. O que você tem para dizer a elas?

Também já passei muito por isso, ter vergonha de si próprio, mas a partir do momento em que me aceitei não tive mais necessidade de ser aceita por ninguém. Já que precisamos fazer o uso de uma cadeira de rodas ou de uma muleta, de uma prótese… Por que não fazer disso um acessório de beleza? Isso é possível sim!

07- Para finalizar, escreva 3 aspectos positivos que você melhorou, participando do projeto Cadeirante Sexy?

  • Penso que com esse ensaio fotográfico passo a mostrar para as pessoas que nos vejam no diminutivo, que o meu corpo vai muito além de uma cadeira de roda.
  • Com certeza enxerguei em mim uma beleza que estava escondida!
  • Autoconfiança, determinação, coragem, auto-estima é necessário alimentar essas quatros características em você diariamente e o projeto cadeirante sexy, alimentou esses aspectos em minha vida.

08- Com qual música você sugere aos leitores ouvirem, enquanto admiram o ensaio?

É Preciso Saber Viver ou Azul da Cor do Mar.

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